3º ANO DO ENSINO MÉDIO - história

 
GRÉCIA - ANTIGA
Introdução - Aula 01
Ao estudarmos  a história  da  Grécia  antiga (Heláde)  temos que ter a clareza que  a Grécia  antiga  não  é  a Grécia atual, ainda  que parte do território da  Grécia  atual  tenha pertencido  a Grécia Antiga. Na  atualidade  a Grécia  é uma  país  (estado-nação) que  tem sua organização politica na forma de República Parlamentarista. Na  Grécia Antiga  cada  cidade tinha  seu próprio rei e  autonomia politica,  a PÓLIS,  como eram  chamadas as cidades da antiga Grécia,  foram  classificadas no estudo da história com  cidades- estados.Porém mesmo vivendo de forma separada  os gregos antigos (helenos) se reconheciam com o único povo, pois falavam o mesmo idioma e compartilhavam da mesma cultura.  Outro  aspecto  importante, no estudo da Grécia Antiga, é seu  legado (herança)  “deixado”  para  nós povos ocidentais:  A democracia, filosofia, mitologia entre outras contribuições que influenciaram  a construção da sociedade ocidental contemporânea  (atual)
1.    UMA  VISÃO GERAL DO  ESTUDO
Ter uma boa noção da  geografia da Grécia (território) é fundamental para o estudo   da história da Grécia Antiga, pois há uma relação entre  a geografia e a historia grega. O estudo foi sistematizado (organizado)  em  períodos, pois  a história grega é muito longa. Ter a clareza das  características que  marcaram cada período é  muito  importante  para nos localizarmos no contexto histórico. Não se trata de decorar datas, todavia temos que ter clareza dos  acontecimentos  históricos na sequencia correta.

          2.GEOGRAFIA DA GRÉCIA  ANTIGA (território)
   O mapa da Grécia  antiga era divido  em três partes:
a) A parte  continental (“terra  firme”)  situada ao  a sul das regiões  atuais dos Balcãs  e fazia  fronteira com antiga Macedônia;
b)  A parte  península  formado principalmente pelas penínsulas:  do  Peloponeso e   a Ática;
c)    A parte insular  formada pelo conjunto de  ilhas  com destaque  para a ilha de CRETA a maior das ilhas.


    3.OS PERÍODOS DA HISTÓRIA GREGA ANTIGA

ATENÇÃO: o  nome do grande  poeta  grego Homero aparece  na divisão das história grega. Boa  parte que se conhece da história grega antiga só foi possível estudar, graças as poemas do Homero que ficaram conhecido através dos seus livros:  a Ilíada  e  a Odisseia.  O 1º  narra a guerra de Troia e  2º  as aventuras  de Ulisses





Pré-Homérico - entre 2000 e 1.100 a.C

Época de ocupação do território da Grécia. Desenvolvimento das civilizações Micênica ou Cretense. Invasão dos Dórios e de outros povos, que contribuíram para  formação do povo  helênico, no final deste período, provocando a dispersão dos povos da região e ruralização.

Homérico - entre 1.100 e 700 a.C

 Conclusão do processo de ruralização das comunidades gentílicas. Nos GENOS havia a coletivização da produção e dos bens. No final deste período, com o crescimento populacional, ocorreu a desintegração dos genos.



Arcaico - entre 700 e 500 a.C
 Surgimento das pólis (cidades-estados) com a formação de uma elite social, econômica e militar que passa a governar as cidades. Neste período ocorreu a divisão do trabalho e o processo de urbanização. Surge o alfabeto fonético grego e significativo desenvolvimento literário e artístico.

 Clássico - entre 500 e 338 a.C
Época de grande desenvolvimento econômico, cultural, social e político da Grécia Antiga. Época de grande fortalecimento das cidades-estados gregas como, por exemplo, Esparta, Atenas, Tebas, Corinto e Siracusa. Foi também uma época marcada por conflitos externos como, por exemplo, as Guerras Médicas (entre gregos e persas no século V). Ocorreu também, neste período, a Guerra do Peloponeso (entre Atenas e Esparta).
Helenístico - entre 338 e 146 a.C
 Fase marcada pelo enfraquecimento militar grego e a conquista macedônica na região. A cultura grega espalha-se pela região, fundindo-se com outras (helenismo).
JOGOS:  GREGO-PÓLIS-  Conheça um pouco da história da Grécia Antiga de forma divertida.
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                                                     EXERCÍCIO  DE FIXAÇÃO
1)   O povo  grego  antigo  (helenicos), não  tem uma noção de país, como  existe atualmente,  todavia  o povo  grego antigo, mesmo vivendo de forma separada,  compartilhavam do sentimento que era um só povo. Explique o porque desse sentimento. (5 linhas).
2) Qual era  a divisão  território da  grécia  antiga? (3 linhas)
3)  As obras do poeta Homero  foram  fundamentais como  fonte-histórica no estudo  da Grécia Antiga. Quais  são  essas obras e que conta cada uma. (6 linhas).
4)  Observando  o mapa da  Grécia Antiga (Hélade) responda:
a)  Qual Mar  banha a Península  do Peloponeso?  (1 linha)
b)  Qual Mar  banha  a Ilha  de Creta?
5)  Caracterize com  poucas  palavras  cada  período da  história  da Grécia  Antiga?
AULA  02 - GRÉCIA

O  PERÍODO  PRÉ-HOMERICO  (2000  a.C.   -  1200 a.C.)
             A  região  da  Hélade  (Grécia Antiga)  já era  habitada  desde dos tempos  do  neolítico (pré-história), por  volta  6000 a.C.,  pela  civilização  egéia ou  pré-helênica,   portanto antes mesmo da penetração de grupos arianos ou indo-europeus - como os aqueus - nos Bálcãs. Os povos chamados de pelágios ou pelasgos foram os primeiros habitantes da região. Poliam e utilizava pedras como à obsidiana com bastante habilidade.Tendo se estabelecido em todo o mundo egeu, isto é, nos Bálcãs, na Ásia Menor e em Creta e outras ilhas, os pelágios viviam da caça, da pesca, da coleta e de uma agricultura rudimentar. Organizavam-se socialmente em clãs. Os pesquisadores encontraram casas e até túmulos coletivos na ilha de Creta. Os pelágios foram conquistados por povos indo-europeus, conhecidos como micênicos ou aqueus.  Todavia  devemos  focar nosso estudo, no  período pré-Homérico, nos povos da  ilha  de Creta  (a civilização minóica) e  nos  povo  invasores: Aqueus, Jônios, Eólios, e os Dórios,  mas especial  os  Aqueus.
                                           A  CIVILIZAÇÃO  CRETENSE  OU  MINÓICA
             A origem do povo cretense é incerta. Sabemos que a ilha foi ocupada a partir de 6000 a.C. por povos neolíticos, como evidenciados por figuras antropomórficas de argila. As primeiras peças de cerâmica surgiram por volta de 5700 a.C.. A arquitetura é semelhante às presentes no Egito e no Oriente Médio deste período e de períodos posteriores, com tijolos queimados sobre fundação de pedra, cobertos por barro, que pode ligá-los aos povos daquelas regiões, e não aos povos europeus como se costuma pensar. O povo cultivava trigo, lentilhas, criava bois e cabras. O terreno montanhoso e acidentado dava lugar a profundos vales férteis, onde era praticada a agricultura. A pesca também era um importante elemento na obtenção de recursos. Por volta de 2600 a.C., foi um período de grande atividade em Creta, e também marca o início de Creta como um importante centro de civilização. O apogeu da civilização minóica se deu entre 1700 a.C. a 1400 a.C..  Creta tornou-se o centro comercial do Mar Mediterrâneo, dominavam as rotas marítimas do Mar Egeu e comercializavam com Vários povos.

            No aspecto social, os cretenses se diferenciavam pela singular valorização da figura feminina. O principal reflexo desse valor se encontrou manifestado na religião, onde a Grande Mãe era a mais importante divindade cretense. Esta deusa era reconhecida como representante da fertilidade e protetora das terras. Em Creta, não havia nenhum tipo de construção ou templo dedicado às atividades religiosas. A maioria das manifestações era realizada ao ar livre com a organização de danças e torneios.

Organização Política dos cretenses

Creta foi uma talassocracia (elite formado por comerciantes) formada por cidades que eram parecidas com as cidades-estado gregas, governadas pelas elites locais, mas, diferente da Grécia, as cidades estavam ligadas e eram dependentes de uma capital – neste caso, a capital era a cidade de Cnossos. Também diferente da Grécia, as cidades cretenses não lutavam entre si, o que dá uma noção de que havia uma unidade, uma idéia de povo comum entre os habitantes da ilha


                                                        DEUSA  MÃE


                                                arte -  pintura  -cretense   "as damas de azuis"


                                                             O MITO  DO MINOTAURO
               O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror. De acordo com o mito, a criatura habitava um labirinto na Ilha de Creta que era governada pelo rei Minos. Conta o mito que ele nasceu em função de um desrespeito de seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de tornar-se rei de Creta, havia feito um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, porém pede em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse.Muito bravo com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar o mortal. Faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Isso não só aconteceu como também ela acabou ficando grávida do animal. Nasceu desta união o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta. Após vencer e dominar, numa guerra, os atenienses , que haviam matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todo ano sete rapazes e sete moças de Atenas para serem devorados pelo Minotauro. Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir à Creta matar o Minotauro. Ao chegar na ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia ganhado de presente de Ariadne, colocando fim aquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.
               O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma oral. Pais contavam para os filhos, filhos para os netos e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia aconteceu àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.


                            Teseu (1º Herói de Atenas)  e o Minotauro
 
O FIM  DA CIVILIZAÇÃO  MINÓICA   (CRETENSE)  E SURGIMNETO DE UMA NOVA CIVILIZAÇÃO
Palácio de Cnossos
              Por  volta  de  2000  a.C.  os  Aqueus,  povo  indo-europeu,  que já  habitavam a península do Peloponeso,onde fundaram cidades como: Micenas, Argos e Tirinto  a parti das quais  formaram uma  grande civilização denominada de aquéia ou  micenica. Os  Aqueus desenvolveram um grande comércio no Mar Egeu  e passaram  a rivalizar  com  os  comerciantes da Ilha de Creta. Por  volta de 1400 um  grande terremoto seguindo de tsunamis  destruíram  os principais portos de Creta  e palácio de Cnossos. Os  Aqueus  aproveitaram a “oportunidade”  e  invadiram  Creta.  Os  Aqueus, com  tempo, assimilaram muito da cultura  minóica e  da fusão  das  culturas  cretense e  micenica  surgiu  a cultura CRETO-MICENICA.     
                                       A   “CHEGADA”  DOS DÓRIOS E O RETROCESSO
                     Em decorrência da invasão dos Dórios (povo Indo-europeu), por volta do ano 1200 a.C. a população do local teve de encontrar alternativas para a sobrevivência. O primeiro movimento adotado pelos habitantes da ilha de Creta foi a migração, o povo se dispersou em fuga desesperada. Inicialmente ocorreu a fixação dos migrantes no canto da ilha, em seguida migraram para o interior do continente. Mas a pressão dos invasores dórios permaneceu e o segundo movimento de sobrevivência foi a migração dos povos que ocupavam a Hélade para outras regiões além mar.
Essa fuga dos gregos para outros territórios fora da Hélade que é chamada de Primeira Diáspora Grega.
                      Os povos em fuga passaram a ocupar regiões litorâneas da Ásia Menor e pequenas ilhas espalhadas pelo Mar Egeu. Na Hélade o impacto dos dórios foi fortemente negativo, acabando com o importante comércio existente e o enfraquecimento das comunidades agrícolas, toda a civilização passou por uma mudança estrutural. Da mesma forma, a cultura foi impactada em todas as instâncias. Por outro lado, os povos que compuseram a Primeira Diáspora Grega ajudaram a espalhar por outras regiões a cultura grega, expandindo as fronteiras de influência da Antiguidade Clássica e estabelecendo novos pólos comerciais.
EXECÍCIO  - PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO
1)       Podemos  afirmar que  povo  helênico (grego)  é  o povo original da Hélade (Grécia Antiga). Justifique sua resposta. (4linhas)
2)        A civilização Minóica se desenvolveu em qual  ilha grega e qual era a importância da mulher nessa sociedade. (5 linhas)
3)      Quais são  as “explicações”  para origem do  minotauro? (5 linhas)
4)      Todo  mito  tem por  objetivo  explicar ou ensinar uma “lição” qual é lição do mito do minotauro? (4 linhas)
5)       Quais  as razões  que  levaram os  Aqueus invadirem a Ilha de Creta, e qual  o resultado desse invasão? (5 linhas)
6)      Como se organizava  politicamente  a  sociedade cretense?  ( 4 linhas) 
7)      O que foi a 1ª  diáspora grega, o que provocou essa diáspora? (5 linhas)

3º    AULA  - GRÉCIA


                                                Período Homérico (século XII ao VII a.C.)



        Este período é estudado principalmente com base em duas fontes escritas, a Ilíada e a Odisséia, poemas atribuídos a Homero que contam a Guerra de Tróia e o regresso do herói Odisseu (Ulisses) à Grécia. Estas obras descrevem relatos verídicos e imaginários, que geram uma constante pesquisa para separar a ficção do fato, sem comprometer o valor simbólico das obras.
   No período homérico, a sociedade grega estava dividida em genos. Os genos eram uma espécie de clã familiar, cujos membros descendiam de um antepassado em comum, e que cultivavam um deus protetor.
   Cada geno era chefiado por um patriarca (o pater; membro mais velho do grupo), que concentrava o poder militar, político, religioso e jurídico.
   A economia no genos era agrícola e pastoril, auto-suficiente, ou seja, toda a família morava em uma grande propriedade e a terra era explorada coletivamente.
MUIITO  IMPORTANTE!!
   No final do Período Homérico, o crescimento populacional,  a falta de terras produtivas e consequentemente de alimentos gerou conflitos violentos no interior dos genos. Decidiram dividir as terras conforme o grau de parentesco, ou seja, quanto mais próximo do patriarca, maior e melhor era a herança territorial. Os mais afastados ficaram sem terras, trabalhando como escravos, no artesanato ou na terra para os grandes proprietários. Surge então, a propriedade privada e a sociedade de classes na Grécia.

                                                  EXERCÍCIO
1)       Como se organizavam  politicamente  a sociedade grega no  período  Homérico?   (4 linhas)
2)      Qual  era a base  econômica  da sociedade grega no período Homérico?  (3 linhas)
3)      Quais  as consequências  do crescimento  populacional no  final  do período  Homérico? ( 6 linhas)




4ª  AULA



Período Arcaico (século VIII ao VI a.C.)   - PARTE  -I
     


 ACROPÓLIS





 PATERNON 

          
Acrópole no  presente
                                                                 O surgimento da pólis:
  Com a desagregação dos genos, começaram a se formar as cidades-estados (as pólis). Os genos uniram-se, formando as frátrias, que se agruparam dando origem às tribos.
   Em geral, as cidades-estados eram construídas nos lugares mais altos da região, tendo em seu centro a Acrópole, refúgio e santuário rodeado de muralhas.
   Sua economia era auto-suficiente e cada cidade-estado era governada por um rei, o basileus, auxiliado por um conselho formado por representantes da aristocracia e uma assembléia popular composta pelos cidadãos, aqueles que tinham direitos políticos.
  As principais cidades-estados foram Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Argos, Olímpia, Mégara e Mileto.
 A ÁGORA


Apesar da autonomia das pólis, as cidades gregas mantinham certa unidade, baseada na língua, na religião e nas festas esportivas. Dentre as festas esportivas, destacam-se as Olimpíadas, realizadas a cada quatro anos, sendo proibidas as guerras entre as pólis durante sua realização, como homenagem ao deus Zeus.

Colonização Grega
   A concentração do poder territorial nas mãos de poucos e a desigualdade social fez com que milhares de gregos, durante os séculos VII e VI a.C., fundassem colônias nas costas dos mares Mediterrâneo, Egeu e Negro.
  Embora, as colônias gregas fossem independentes de suas cidades-estados de origem, mantinham com elas ligações comerciais e religiosas.
  As principais colônias eram Bizâncio, Tarento, Síbaris, Crotona, Nápoles, Cuma, Siracusa, Agrigento, Nice, Marselha e Málaga.


MAPA DA COLONIZAÇÃO GREGA EXPANÇÃO






                                                 EXERCÍCIO
1)   Explique  com seu deu a formação da pólis grega? (  4 linhas)
2)  Porque  a pólis  pode ser classificada com cidade-estado? (2 linhas)
3)  Como era governada  a  pólis?  (3 linhas)
4)  Como funcionava  a economia da   pólis? (3 linhas)
5)  Quais as razões que levaram os gregos a  fundarem colônias nos mares: mediterrâneo,  egeu  e até no mar negro. E com funcionava a relação entre as  colônias e as cidades-estados?  ( 6 linhas)
6)  Relacione as principais colônias gregas?  ( 4 linhas)

   5 ª AULA
                                                     Atenas     Introdução
  localização  de  Atenas na  Península  Ática   e  Esparta na península do Peloponeso na região da Laconia.


 visão de Atenas


Por volta dos anos 500 e 400 AC, esta cidade, fundada há mais de 3.000 anos, era a mais próspera da Grécia Antiga e possuía um poderoso líder: Péricles. Nesta fase, a divisão hierárquica seguia a seguinte ordem: nobres, homens livres e uma grande quantidade de escravos que realizavam trabalhos como mercadores, carpinteiros, professores e marceneiros.
História e características sociais, políticas e econômicas
Por ser uma cidade bem sucedida e comercial, Atenas despertou a cobiça de muitas cidades gregas. Esparta se uniu a outras cidades gregas para atacar Atenas. A Guerra do Peloponeso (431 a 404 a.C.) durou 27 anos e Esparta venceu, tomando a capital grega para si, que, a propósito, continuou riquíssima culturalmente. 
Alguns dos maiores nomes do mundo viveram nesta região repleta de escritores, pensadores e escultores, entre eles estão: os autores de peças de teatro Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes e também os grandes filósofos Platão e Sócrates.
Atenas destacou-se muito pela preocupação com o desenvolvimento artístico e cultural de seu povo, desenvolvendo uma civilização de forte brilho intelectual. Na arquitetura, destacam-se os lindos templos erguidos em homenagens aos deuses, principalmente a deusa Atena, protetora da cidade.
A democracia ateniense privilegiava apenas seus cidadãos (homens livres, nascidos em Atenas e maiores de idade) com o direito de participar ativamente da Assembléia e também de fazer a magistratura. No caso dos estrangeiros, estes, além de não terem os mesmos direitos, eram obrigados a pagar impostos e prestar serviços militares.
Hoje em dia, Atenas tem mais de dois milhões e meio de habitantes, e, embora tenha inúmeras construções modernas, continua com suas ruínas que remetem aos memoráveis tempos antigos. A cidade é um dos principais pontos turísticos da Europa.


A PÓLIS DE ESPARTA


Introdução

Esparta foi uma das principais polis (cidades-estado) da Grécia Antiga. Situava-se geograficamente na região sudeste da Península do Peloponeso. Destacou-se no aspecto militar, pois foi fundada pelos dórios. A cidade de Esparta foi fundada no século IX a C pelo povo dório que penetrou pela península em busca de terras férteis. Quatro aldeias da região da Lacônia uniram-se para formar a cidade de Esparta. A cidade cresceu nos séculos seguintes e o aumento populacional fez com que os espartanos buscassem a ampliação de seu território através de guerras. No final do século VIII aC, os espartanos conquistaram toda a planície da Lacônia. Nos anos seguintes, Esparta organizou a formação da Liga do Peloponeso, reunindo o poderio militar de várias polis da região, exceto a rival Argos. O poder militar de Esparta foi extremamente importante nas Guerras Médicas (contra os persas). Uniu-se a Atenas e outras cidades para impedir a invasão do inimigo comum. O exército espartano foi fundamental na defesa terrestre (Atenas fez a defesa marítima) durante as batalhas. Após as Guerras Médicas, a luta pela hegemonia no território grego colocou Atenas e Esparta em posições contrárias. De 431 a 404, ocorreu a Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, que foi vencida pelos espartanos.

Sociedade Espartana

Em Esparta a sociedade era estamental, ou seja, dividida em camadas sociais onde havia pouca mobilidade. A sociedade estava composta da seguinte forma:
Esparcíatas: eram os cidadãos de Esparta. Filhos de mães e pais espartanos, haviam recebido a educação espartana. Esta camada social era composta por políticos, integrantes do exército e ricos proprietários de terras. Só os esparcíatas tinham direitos políticos.

Periecos: eram pequenos comerciantes e artesãos. Moravam na periferia da cidade e não possuíam direitos políticos. Não recebiam educação, porém tinham que combater no exército, quando convocados. Eram obrigados a pagar impostos.

Hilotas: levavam uma vida miserável, pois eram obrigados a trabalhar quase de graça nas terras dos esparcíatas. Não tinham direitos políticos e eram alvos de humilhações e massacres. Chegaram a organizar várias revoltas sociais em Esparta, combatidas com extrema violência pelo exército.
Educação Espartana
O princípio da educação espartana era formar bons soldados para abastecer o exército da polis. Com sete anos de idade o menino esparcíata era enviado pelos pais ao exército. Começava a vida de preparação militar com muitos exercícios físicos e treinamento. Com 30 anos ele se tornava um oficial e ganhava os direitos políticos. A menina espartana também passava por treinamento militar e muita atividade física para ficar saudável e gerar filhos fortes para o exército.

Política Espartana

Reis: a cidade era governada por dois reis que possuíam funções militares e religiosas. Tinham vários privilégios.
Assembléia: constituída pelos cidadãos, que se reuniam na Apella (ao ar livre) uma vez por mês para tomar decisões políticas como, por exemplo, aprovação ou rejeição de leis.
Gerúsia: formada por vinte e oito gerontes (cidadãos com mais de 60 anos) e os dois reis. Elaboram as leis da cidade que eram votadas pela Assembléia.
Éforos: formado por cinco cidadãos, tinham diversos poderes administrativos, militares, judiciais e políticos. Atuavam na política como se fossem verdadeiros chefes de governo.
Religião Espartana
Assim como em outras cidades da Grécia Antiga, em Esparta a religião era politeísta (acreditavam em vários deuses). Arqueólogos encontraram diversos templos nas ruínas de Esparta. Atena (deusa da sabedoria) era a mais cultuada na cidade.



                                                 
Exercício    sobre  Atena


1)     Qual  era  a ordem  social das  classes sociais  na cidade de Atenas  na  época de  Péricles? (3 linhas)?
2)    Qual o  motivo  da guerra de Peloponeso  e quanto anos durou?  (4linhas)
3)    Cite  3 nomes de escritores (teatrólogos)  e 2 nomes de filósofos que  viveram em Atenas no seu  apogeu? (3 linhas)
4)    Faça um pequeno resumo sobre a democracia  ateniense  e a  condição de  cidadania na cidade de Atenas   na época de Péricles. ( 5 linhas)


                                Exercício  sobre Esparta

1)    Qual  a origem da pólis    de Esparta? (4 linhas)
2)    Qual foi  o papel  de  Esparta nas guerras  médicas? ( 3 linhas)
3)    A  sociedade   de  Esparta   era estamental , ou seja, não havia mobilidade social. Quais eram as classes sociais   de Esparta?  (4 linhas)
4)    Politicamente  Esparta era muito organizado  possui  dos reis (diarquia). Quais  eram as instituições politicas  de Esparta em quem   participava de cada instituição? 




Exercício    sobre  Atena
1)     Qual  era  a ordem  social das  classes sociais  na cidade de Atenas  na  época de  Péricles? (3 linhas)?
2)    Qual o  motivo  da guerra de Peloponeso  e quanto anos durou?  (4linhas)
3)    Cite  3 nomes de escritores (teatrólogos)  e 2 nomes de filósofos que  viveram em Atenas no seu  apogeu? (3 linhas)
4)    Faça um pequeno resumo sobre a democracia  ateniense  e a  condição de  cidadania na cidade de Atenas   na época de Péricles. ( 5 linhas)

Exercício  sobre Esparta
1)    Qual  a origem da pólis    de Esparta? (4 linhas)
2)    Qual foi  o papel  de  Esparta nas guerras  médicas?
3)    A  sociedade   de  Esparta   era estamental , ou seja, não havia mobilidade social. Quais eram as classes sociais   de Esparta?  (4 linhas)
4)    Politicamente  Esparta era muito organizado  possui  dos reis (diarquia). Quais  eram as instituições politicas  de Esparta em quem   participava de cada instituição?

Período   Clássico ( V  a.C.  a IV a.C.)  -   6º aula



ANFITEATRO DE ATENAS 
Introdução
A Grécia Antiga é considerada pelos historiadores como uma civilização de grande esplendor cultural. Os gregos desenvolveram a filosofia, as artes, a tecnologia, os esportes e muito mais. Tamanha era a importância desta cultura, que os romanos, ao invadir a Península Balcânica, não resistiram e beberam nesta esplendida fonte cultural. Vejamos os principais elementos da cultura grega.
Artes Plásticas
Os gregos eram excelentes escultores, pois buscavam retratar o corpo humano em sua perfeição. Músculos, vestimentas, sentimentos e expressões eram retratados pelos escultores gregos. As artes plásticas da Grécia Antiga influenciaram profundamente a arte romana e renascentista.

Filosofia
A cidade de Atenas foi palco de grande desenvolvimento filosófico durante a o Período Clássico da Grécia (século V AC). Os filósofos gregos pensavam e criavam teorias para explicar a complexa existência humana, os comportamentos e sentimentos. Podemos destacar como principais filósofos gregos Platão e Sócrates. Podemos citar também Tales de Mileto, importante filósofo, matemático e astrônomo da Grécia Antiga.
Esportes
Foram os gregos que desenvolveram os Jogos Olímpicos. Aconteciam de quatro em quatro anos na cidade grega de Olímpia. Era uma homenagem aos deuses, principalmente a Zeus (deus dos deuses). Atletas de diversas cidades gregas se reuniam para disputarem esportes como, por exemplo, natação, corrida, arremesso de disco entre outros. Os vencedores das Olimpíadas eram recebidos em suas cidades como verdadeiros heróis.
Mitologia
Para explicarem as coisas do mundo e transmitirem conhecimentos populares, os gregos criaram vários mitos e lendas. As estórias eram transmitidas oralmente de geração para geração. A mitologia grega era repleta de monstros, heróis, deuses e outras figuras mitológicas. Os mitos mais conhecidos são: Minotauro, Cavalo de Tróia, Medusa e Os Doze trabalhos de Hércules.
Teatro
Os gregos eram apaixonados pelo teatro. As peças eram apresentadas em anfiteatros ao ar livre e os atores representavam usando máscaras. As comédias, dramas e sátiras retravam, principalmente, o comportamento e os conflitos do ser humano. Ésquilo e Sófocles foram os dois mais importantes escritores de peças de teatro da Grécia Antiga.
Democracia
A cidade de Atenas é considerada o berço da democracia. Os cidadãos atenienses (homens, nascidos na cidade, adultos e livres) eram aqueles que podiam participar das votações que ocorriam na Ágora (praça pública). Decidiam, de forma direta, os rumos da cidade-estado.


aguardem  execício

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